terça-feira, 3 de março de 2009

Roma

Neste fim de semana resolvi me envolver numa indiada sem tamanho: decidi ir para Roma com a Fernanda. Primeiramente ela iria na sexta pela manhã para encontrar-se com o namorado, que iria fazer uma conexão para o Brasil, e eu, como não queria perder a aula de sexta ao meio-dia, acabei pegando um trem noturno na sexta, chegando às 6 da manhã de sábado (muitos motivos me levaram a escolher o trem noturno, sendo o principal deles o dinheiro, pois a passagem noturna é extremamente barata em comparação com as outras opções em outros horários e de maior rapidez de trem). Mesmo com todo mundo dizendo que no trem noturno coisas ruins podem acontecer, eu e minha coragem embarcamos para Roma às 22h. Inicialmente fiquei sozinha na cabine, mas pelas 2h entra um sujeito meio japa que me exigiu atenção para que nada de ruim me acontecesse. No fim foi tudo certo, as pessoas ficaram me assustando por nada.
Sábado o dia foi extremamente quente e ensolarado, muito diferente dos dias cinzas de Torino; conseguimos visitar a maioria dos pontos turísticos de Roma: Piazza della República, Fontana di Trevi, Piazza Navona, Pantheon, Colosseo, Teatro di Marcello, Foro Romano, Piazza Venezia, Piazza di Spagna, Piazza del Popolo, Piazza di Campidoglio, Termas de Caracalla, la Boca della Verità, Campi dei Fiori. Tudo foi absolutamente lindo, é como se a história tivesse sido literalmente petrificada e preservada para que os olhos mortais possam contemplar como tudo era antes. As batalhas no Colosseo, as feiras nas principais praças, as decisões tomadas no Foro, é como se, na nossa pura imaginação, estivéssemos presenciando tudo, como observadores fantasmagóricos da História da Humanidade, onde tudo começou, de onde tudo se baseou, Política, Democracia, Arquitetura, Artes.
Acho que, das minhas melhores visões, adiciono à lista o momento de entrada ao Colosseo, é como se estivéssemos na pele de um gladiador, pronto para morrer para dar entretenimento à plebe, ou como se estivéssemos enxergando a política de “pão e jogos”, alternativa dos imperadores para mascarar as atividades corruptas que executavam e que, por consequência, deixaram o povo passar fome e necessidades básicas. Mas, a visão ainda é de se tirar o fôlego (não tanto quanto no momento em que nos aproximamos da Torre Eiffel em Paris).
Infelizmente domingo não foi um dia tão satisfatório como sábado. Primeiro porque começou a chover e Roma praticamente virou uma Rua da Praia com tanto indiano tentando vender um guardachuva; segundo porque a Capela Sistina não abre aos domingos, e isso eu só descobri quando era tarde de mais; e terceiro, porque a Fernanda, que tinha decidido viajar de avião, foi embora pelas 14h, me deixando comigo e minha mochila até as 23h, hora de eu pegar o outro trem noturno para voltar pra Torino.
Enfim, pela manhã visitamos o Vaticano e suas dependências, e eu tive outra visão de se estupefar, através do alto da cúpula da Basilica di San Pietro, o qual para chegar ao topo, exigiu 553 degraus para a divindade, mas valeu a pena. Depois disso fomos ao Castello di Sant’Angelo, que não é grande coisa, e depois voltamos à Piazza San Pietro, com suas colunatas e diversos turistas com seus guardachuvas coloridos, para ouvir o Papa falar… Ao final era pra ele ter dado à benção em diversas linguas, inclusive em português, mas acho q ele esqueceu das almas brasileiras.
Depois disso fomos almoçar no restaurant mais classic italiano: McDonalds! E estava tão bom! Fazia tempo que não comia uma carnezinha aqui, um churrasco cairia muito bem.
Pela tarde fui a alguns outros pontos, como a Chiessa di Santa Maria Maggiore, que estava fechada, e a Chiesa de Santa Maria di Trantevere, no qual eu fiquei pra missa e rezei para que as minhas primas tenham gravidez saudáveis.
O trem noturno de volta foi estranho; primeiro que o cara que trabalha no trem me abordou dizendo que eu era muito bonita para estar sozinha na cabine, o que não era aconcelhável com relaç!ão à segurança, e então ele pede pra eu ficar com outra pessoa porque seria muito perigoso estar sozinha. A guria que veio pra cabine era super legal, estudava na Politecnico também, a gente pôde dormir um pouco – dos males o menor.
O trem foi ok, depois de eu não estar mais sozinha…
Ciao ragazzi

Um comentário:

Anônimo disse...

Clariiii, desculpe por ter te deixado sozinha, ok?! Mas o que que eu posso fazer, eu tinha comprada a passagem bem nates de tu me confirmares que tu irias...

E quero compartilhar desse tipo de "indiada"contigo mais vezes!!!!